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"Noivo Nervoso, Noiva Neurótica": o que é, afinal, ser neurótico?

  • CARLOS MONTE
  • 21 de out de 2025
  • 3 min de leitura

Por Evelyn Gomes Barbosa


Você já ouviu falar do filme "Noivo Nervoso, Noiva Neurótica" (Annie Hall, 1977), dirigido por Woody Allen? O título, além de divertido, é sensacional — afinal, ele toca em um tema que usamos o tempo todo, mas sem pensar muito no que quer dizer: a neurose.


Eu, Evelyn Gomes Barbosa, confesso que gosto muito de filmes que abordam, mesmo que de passagem, questões psicanalíticas. E é por isso que, neste artigo, quero explicar de um jeito simples o que significa ser “neurótico” e o que é, de fato, uma “neurose”.



O que é neurose?


A neurose é um transtorno mental moderado, geralmente caracterizado por ansiedade, fobias, obsessões ou comportamentos repetitivos. Ela não chega a causar delírios nem alucinações, como ocorre nos quadros psicóticos, mas pode trazer muito sofrimento emocional para quem vive com ela.


De acordo com Freud, a neurose é uma forma de mecanismo de defesa do ego — aquela instância que tenta equilibrar as exigências do id e do superego (se você quiser entender melhor esses conceitos, procure aqui no nosso artigo sobre o “id, o ego e o superego”).

Em outras palavras, a neurose surge quando conflitos internos não resolvidos geram uma tensão que o ego tenta administrar da melhor maneira possível — às vezes, transformando angústia em sintomas.



Como ela se manifesta?


A neurose pode se apresentar de muitas formas. Entre as mais conhecidas estão:


Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) — quando o pensamento e o comportamento entram num ciclo de repetição que busca alívio para a ansiedade.


Histeria — quando emoções inconscientes se expressam através do corpo, como em sintomas físicos sem causa médica.


Fobias — como a agorafobia (medo de espaços abertos) ou a aracnofobia (medo de aranhas).



Essas são apenas algumas manifestações dentro de um espectro muito amplo. Em essência, a neurose é um modo de o psiquismo lidar com o conflito entre desejo, medo e moralidade — um esforço de defesa que, paradoxalmente, acaba gerando sofrimento.



E o neurótico?


O termo “neurótico”, usado no título do filme, refere-se justamente à pessoa que sofre de neurose — alguém que vive intensamente suas emoções, às vezes de forma desorganizada, tentando equilibrar um mundo interno cheio de contradições.


E é isso que torna o tema tão humano: porque, em maior ou menor grau, todos temos traços neuróticos. Todos tentamos, à nossa maneira, lidar com medos, expectativas e desejos que nem sempre se conciliam.



Um convite ao autoconhecimento


Embora o termo “neurose” tenha caído em desuso em diagnósticos psiquiátricos formais, ele continua muito presente na psicanálise, justamente por revelar como nossa mente busca se proteger.


Se você se identificou com alguma dessas características, ou quer entender melhor como essas dinâmicas funcionam em você ou em alguém próximo, venha conversar conosco.

Na clínica da psicóloga e psicanalista Evelyn Gomes Barbosa, o acolhimento e a escuta atenta são o ponto de partida para compreender — e aliviar — as dores que o ego tenta esconder por trás da neurose.


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Evelyn Gomes Barbosa (CRP 06/143.553) é psicóloga e psicanalista formada pela UNESP e pelo Instituto de Psicanálise de Bauru, com atuação no CAISM/UNIFESP e no Amborder - referência nacional em borderline. www.psicoevelynbarbosa.com.br


Agende uma consulta, ela terá o prazer em conduzir uma caminhada para que você possa compreender suas emoções, enfrentar suas dores e reencontrar o equilíbrio.



 
 
 

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